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Mulheres Empilhadas

 19.90

SINOPSE

Mulheres empilhadas é uma obra de ficção, mas todas as personagens desse livro existem de fato. As protagonistas dessa história são as mulheres. Todas elas: as já feitas e as meninas, as gordas e as magras, as negras e as pardas, as indígenas e as descendentes de imigrantes, as analfabetas e as com grau universitário. Nesse romance intenso, que se lê de um fôlego só e que acompanha a trajetória pessoal de uma advogada, Patrícia Melo fala sobre a matança sistemática de mulheres no Brasil, que atinge democraticamente todas as classes sociais. Na trama, a jovem advogada paulistana, tentando fazer as pazes com seu próprio passado, larga tudo e vai ao Acre acompanhar um mutirão de julgamentos de casos de mulheres assassinadas na maioria das vezes por homens conhecidos – pais, tios, avôs, maridos, namorados, ex-maridos. Enquanto vê passarem diante dos seus olhos os mais diversos casos de violência contra a mulher, a protagonista descobre um país onde a impunidade se impõe quase como uma lei. Intercalada à narrativa principal, precisa e realista, Patrícia constrói capítulos oníricos, inspirados na lenda das icamiabas, tribo de guerreiras amazônicas que lutam contra os homens opressores. Nesse mundo paralelo, a advogada e as icamiabas formam uma sociedade de mulheres que perseguem, julgam e matam os criminosos que escapam da justiça na vida real. Guiada por rituais ancestrais dos povos indígenas e chocada com a violência ao seu redor, a personagem mistura presente e passado, realidade e pesadelo, razão e delírio. Sua busca pessoal acaba por impulsionar outras tragédias, e novos crimes se juntam à trama. Dessa imensa pilha de cadáveres, no entanto, ela será capaz de resgatar seu próprio enigma. Com Mulheres empilhadas, seu primeiro romance de temática e protagonismo femininos em 25 anos de literatura, Patrícia Melo contraria a letra do funk que já nos embalou nas pistas de dança, e mostra, com seu humor voraz, suas frases precisas ou alucinógenas e seu estilo inconfundível, que só um tapinha… às vezes dói demais.