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Diário de Imagens

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SINOPSE

Os diversos escritos que Josely fez existir em sua obra se serviram não dos imperativos e das interdições da língua materna a que somos acostumados, e sim da vocação libertária encontrada numa outra língua que eventualmente aprendemos e falamos. Chegada aos Estados Unidos em 1964, e com a vida logo perpassada pela cumplicidade com a língua espanhola e a maternidade, foi da língua inglesa que se valeu para compor tais escritos de matiz e empenho poéticos, aqui parcialmente reproduzidos. Segundo sua rememoração, importava a liberdade de transformar palavras aprendidas, de inventar novas composições, favorecida pelo distanciamento dos conceitos e da visão de mundo previamente aprendidos em português; liberdade posteriormente transmutada num bilinguismo produtivo, a cuja centralidade em sua trajetória se alude com a sequência pela qual, nesta ordem, os textos de Julia P. Herzberg, Lucy R. Lippard, Katia Canton, Ana Mae Barbosa, Paulo Herkenhoff, Ivo Mesquita e Arlindo Machado se dispuseram: nas páginas ímpares, encontram-se suas versões originais, na língua em que foram escritos; nas pares, suas traduções para o português ou para o inglês.