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Histórias da gente brasileira – República: memórias (1889-1950) – Vol. 3

 21.00

SINOPSE

Mary del Priore dá continuidade à saborosa série “Histórias da Gente Brasileira”, em que, pela simplicidade da vida cotidiana, busca a resposta para como nos tornamos quem somos hoje. No terceiro volume, a historiadora aborda a primeira etapa de nossa República por meio das memórias daqueles que viveram todas as mudanças políticas, econômicas, sociais e comportamentais pelas quais o Brasil passou durante o intenso período compreendido entre os anos de 1889 e 1950. De Deodoro da Fonseca a Eurico Gaspar Dutra, passando pela Era Vargas, o país teve 16 presidentes, mas o que guia a narrativa são as vozes, carregadas dos mais diversos sotaques, de quem viveu o dia a dia das ruas e o transformou em palavra escrita. Entre eles estão memorialistas/escritores que deixaram marcas definitivas na cultura nacional, como José Lins do Rego, Zélia Gattai e Erico Verissimo, cujas descrições nos convidam a percorrer o passado e aproximam a literatura da história – e toda história que esses autores contam é também a nossa. Sobre a autora: Mary del Priore é historiadora e escritora. Ex-professora de História da USP e da PUC-Rio, tem pós-doutorado na École des Hautes Études en Sciences Sociales, de Paris, e mais de 40 livros publicados. Colabora para jornais e revistas, nacionais e internacionais. Atualmente leciona na Pós-Graduação em História da Universidade Salgado de Oliveira.

Mulheres Empilhadas

 19.90

SINOPSE

Mulheres empilhadas é uma obra de ficção, mas todas as personagens desse livro existem de fato. As protagonistas dessa história são as mulheres. Todas elas: as já feitas e as meninas, as gordas e as magras, as negras e as pardas, as indígenas e as descendentes de imigrantes, as analfabetas e as com grau universitário. Nesse romance intenso, que se lê de um fôlego só e que acompanha a trajetória pessoal de uma advogada, Patrícia Melo fala sobre a matança sistemática de mulheres no Brasil, que atinge democraticamente todas as classes sociais. Na trama, a jovem advogada paulistana, tentando fazer as pazes com seu próprio passado, larga tudo e vai ao Acre acompanhar um mutirão de julgamentos de casos de mulheres assassinadas na maioria das vezes por homens conhecidos – pais, tios, avôs, maridos, namorados, ex-maridos. Enquanto vê passarem diante dos seus olhos os mais diversos casos de violência contra a mulher, a protagonista descobre um país onde a impunidade se impõe quase como uma lei. Intercalada à narrativa principal, precisa e realista, Patrícia constrói capítulos oníricos, inspirados na lenda das icamiabas, tribo de guerreiras amazônicas que lutam contra os homens opressores. Nesse mundo paralelo, a advogada e as icamiabas formam uma sociedade de mulheres que perseguem, julgam e matam os criminosos que escapam da justiça na vida real. Guiada por rituais ancestrais dos povos indígenas e chocada com a violência ao seu redor, a personagem mistura presente e passado, realidade e pesadelo, razão e delírio. Sua busca pessoal acaba por impulsionar outras tragédias, e novos crimes se juntam à trama. Dessa imensa pilha de cadáveres, no entanto, ela será capaz de resgatar seu próprio enigma. Com Mulheres empilhadas, seu primeiro romance de temática e protagonismo femininos em 25 anos de literatura, Patrícia Melo contraria a letra do funk que já nos embalou nas pistas de dança, e mostra, com seu humor voraz, suas frases precisas ou alucinógenas e seu estilo inconfundível, que só um tapinha… às vezes dói demais.